É permitido que o exército islâmico fuja ou se retire da batalha por causa do grande número de soldados infiéis?

Resposta

Caro irmão,

Quando necessário e inevitável, pode-se lutar até dez contra um; a diferença de consciência entre os motivos e as razões que levam o inimigo à guerra e os dos crentes afeta a força e a resistência (paciência), pois os motivos dos crentes são diferentes. A força dos crentes que lutam pela graça de Deus e acreditam que, se se tornarem mártires, uma vida mais feliz do que a desta terra os espera, aumenta dez vezes e, com a permissão de Deus, a vitória pode ser alcançada. Quanto mais fraca essa fé e consciência, menor a força. Mesmo que o inimigo seja dois, dez contra um, os muçulmanos são encorajados a entrar na guerra e a resistir, confiando na ajuda de Deus, quando necessário.

(ver Al-Anfal, 8/16, 65-66)

É estritamente proibido que, enquanto as tropas militares estão efetivamente em combate, alguns soldados, individualmente ou em grupo, abandonem o combate sem necessidade militar, pois isso prejudicaria os outros e diminuiria as chances de vitória. No entanto, fugir para salvar a vida em combates individuais, quando necessário, ou não entrar em combate contra uma força inimiga superior, devido à impossibilidade de vitória, assim como a retirada ordenada e controlada diante de perdas e possibilidades de grandes perdas… não pode ser considerado como deserção ou uma forma condenável e proibida de deserção.

(Comentário da Diyanet, O Caminho do Alcorão, II/532).


Com saudações e bênçãos…

O Islamismo em Perguntas e Respostas

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